Este Blog tem por função abrir reflexões e visibilizar o que se produz de arte contemporânea na Bahia. Sua estratégia principal é criar interlocuções entre artistas, críticos, curadores, poetas e pensadores da cultura de variados eixos de interesses. Este espaço será depositário de variadas formas de pensamentos que ajudem na compreensão dos processos contemporâneos que formam o perfil das ações culturais baianas e suas significações dentro do panorama brasileiro. Vauluizo Bezerra
sábado, 10 de setembro de 2011
TWINS
Twins - Resina e lente fotográfica. 2010
Hoje, dia 11 de setembro, dez anos do atentado contra as torres gêmeas, o Word Trade Center em Nova Yorque,
Este foi um fato estarrecedor para todos, especialmente para mim como artista visual, que naquele
dia fui acordado `as 10 horas da manhã pela minha amiga e psicanalista Jacinta Ferraz, me
sugerindo dramaticamente que ligasse a tv. O fiz ali mesmo na cama sob os efeitos de algumas
garrafas de vinho consumidas na madrugada do dia. Me defrontei com as imagens num misto de
incerteza pelo torpor do sono e os efeitos de Baco. Pensei tratar-se de de imagens ficcionais que
lhe interessava (Jacinta) falar - como fazemos sempre - e muito das nossas conversas sobre cultura
ou psicanalise de extensão a qual ela me subsidia de importantes conceitos sobre o estruturalismo
de Jacques Lacan.
Quando percebi o significado grave do que assistia, rumei `as pressas para casa de Jacinta que
demandava apenas atravessar a avenida Centenário, e lá continuei a assistir as intermitentes imagens
transmitidas pela CNN via Globo, tomando café e pão de queijo quando presenciamos em tempo real, o alboroamento do segundo avião.
Aquelas imagens eram estarrecedoras, ao mesmo tempo possuíam algo de sublime, como a erupção de um vulcão - como o Vesuvio que destruiu Pompeia, ou as reações em cadeia das seis torres de usinas nucleares recentemente ocorridas no Japão.
O que nos atrai para as assombrosas produções hollywoodianas sobre gigantescos maremotos provocados por gigantes asteroides que se abatem sobre nosso planeta, ou o repentino desaparecimento dos dinossauros? Porque as grandes tragédias possuem este atrativo, o que nos faz ter essa relação pelo horror, esse pendor para um certo prazer oculto, misturado ao espanto, ao medo, a uma espécie de flerte com a morte como expectador de tragédias reais e virtuais? E, nestes tempos em que as distancias são diluídas e as imagens reproduzidas incansavelmente no instante presente - o que nos torna assíduos aficionados de um teatro de horrores montado a altos custos ao tempo que geram muito mais altos lucros? Estas respostas no plano simbolico estão entrelaçadas de algum modo `a fuga de nossa finitude, `a condição humana em sua relação com a morte toscamente elaborada. Espetacularizar uma guerra, como a do Golfo, associando-a `as virtualizações de um viedeo-game é no mínimo sublimar os horrores de ocorrências in loco encarando uma tragédia como um espetáculo vislumbrado pela morbidez já anunciada pelo gosto romano no circo das arenas e seus gladiadores.
Desde As Cruzadas e Saladino, a contenda cristã-mulçumana tem produzido terríveis efeitos no currículo humanitário das civilzações e suas diferenças culturais. Mas a supremacia do progresso ocidental e sua orientação do lucro como pensamento ordenador de uma civilização que tenta pasteurizar o mundo pelo poder do lucro e o cajado da democracia, tem produzido terríveis distorções políticas, culturais e religiosas. Vale ressaltar que esta abordagem sobre tais assuntos não passam de uma simplificação, reducionismo que não quer elucidar as complexidades que o tema demanda. Apenas me posiciono como artista que sofreu os efeitos do 11 de setembro como um fator paradigmático que mudou em muitos sentidos o curso do que produzo.
Como artista, meu pensamento sobre o mundo sofreu um deslocamento importante. Produzo há dez anos ininterruptamente imagens, esculturas, textos, e toda espécie de mídia que me permita reflexões sobre este estado de intolerância que se abate sobre o mundo em nome das diferenças religiosas, territorialidade, politica e economia.
Com o fim das polaridades ideológicas Russia/EUA, nasceu o que chamo ironicamente de Concílio de Washington onde surge as orientações da cartilha da globalização, uma potente camisa de força embutida na idéia de progresso disseminado ao planeta como uma promessa remissiva dos problemas sócio - economicos do mundo. Assistimos a radicalização da idéia de progresso que em realidade sancionou a lucratividade especulativa de poucos. Ao resto do mundo sobrou as repressões crescentes dos ideários do politicamente correto cobrando um alinhamento ecológico e comportamental cujas orientações nenhum país rico sanciona sua inclusão nas próprias recomendações.
Do ponto de vista da cultura, a máxima de Fukuyama traduz de certa maneira a arrogância inscrita na idéia da globalização. A morte da história, a morte da cultura, a morte da arte, são axiomas de achatamento em nome de um suposto caráter homogênio da civilização ocidental e seu desejo tentacular de amarrar o mundo. Esqueceram que os bárbaros que produziram o espetáculo mórbido que conferiu poder hegemônico e muito dinheiro `a CNN, são egressos dos mesmos povos que inventaram a escrita, a matemática, dominaram os metais, inventaram a biga, as mil e uma noites.
A imagem postada acima, é uma escultura de minha lavra, entitulada Twins. Pretende aludir iconográficamente a Venus de Millus reconhecida por sua ausência de braços perdida na história. É imagem que pretende aludir o 11 de setembro, que busca reinscrever a história, reintroduzindo o pedestal, o tempo e o simbólico da perda, assinalar que a cultura ainda é agenciada por pensadores reativos, sublinhar que a presença quase insuportável de conceitos como Diferença, Outro, Multicuturalismo e de gênero, etc., é um sintoma que se dramatiza em presença massiva há exatos dez anos para cá. Outra apropriação de tonus mais forte que preferi não postar por estar incluido na minha próxima mostra em 2012, se trata da imagem do Duplo Elvis, apropriada por Andy Warhol de um still de um filme que Elvis Presley protagoniza como ator: um cowboy que aponta sei colt 45 para o expectador. Aqui entro suprimindo seus braços e inclinando seu tronco `a maneira da Venus aqui aludida. Um cowboy sem braços, de coldre vazio, impotente e exposto em pedestais clássicos, ironia sobre a arrogância, e solidariedade sobre a perda de um povo que pode estar aprendendo que a força pode ser revertida contra si mesmo, um princípio do karatê japonês, que já acenou a este mesmo povo que a potência do progresso pode ser uma arma letal contra si mesmo, e a atual situação economica deste povo significa um tiro no próprio pé que pisou tantos, omitiu-se a outros, como os africanos e sua fome, suas guerras, que por nada possuírem nenhum interesse resvala.
Winston Churchill defendeu sua crença nos americanos por ocasião do Crack dos anos trinta. Dissera, que os americanos sempre encontram a solução para os problemas, mas antes, esgotam todas as possibilidades de erros.
O 11 de setembro é ferida aberta pelos erros americanos. Saddam Hussein foi enforcado, e o povo iraquiano se dizima aos poucos. Os americanos estão ainda esgotando os erros. Ansiamos que se encontrem logo com o acerto, porque o que sofrem hoje são leis de causa e efeito.
Hoje, dia 11 de setembro, dez anos do atentado contra as torres gêmeas, o Word Trade Center em Nova Yorque,
Este foi um fato estarrecedor para todos, especialmente para mim como artista visual, que naquele
dia fui acordado `as 10 horas da manhã pela minha amiga e psicanalista Jacinta Ferraz, me
sugerindo dramaticamente que ligasse a tv. O fiz ali mesmo na cama sob os efeitos de algumas
garrafas de vinho consumidas na madrugada do dia. Me defrontei com as imagens num misto de
incerteza pelo torpor do sono e os efeitos de Baco. Pensei tratar-se de de imagens ficcionais que
lhe interessava (Jacinta) falar - como fazemos sempre - e muito das nossas conversas sobre cultura
ou psicanalise de extensão a qual ela me subsidia de importantes conceitos sobre o estruturalismo
de Jacques Lacan.
Quando percebi o significado grave do que assistia, rumei `as pressas para casa de Jacinta que
demandava apenas atravessar a avenida Centenário, e lá continuei a assistir as intermitentes imagens
transmitidas pela CNN via Globo, tomando café e pão de queijo quando presenciamos em tempo real, o alboroamento do segundo avião.
Aquelas imagens eram estarrecedoras, ao mesmo tempo possuíam algo de sublime, como a erupção de um vulcão - como o Vesuvio que destruiu Pompeia, ou as reações em cadeia das seis torres de usinas nucleares recentemente ocorridas no Japão.
O que nos atrai para as assombrosas produções hollywoodianas sobre gigantescos maremotos provocados por gigantes asteroides que se abatem sobre nosso planeta, ou o repentino desaparecimento dos dinossauros? Porque as grandes tragédias possuem este atrativo, o que nos faz ter essa relação pelo horror, esse pendor para um certo prazer oculto, misturado ao espanto, ao medo, a uma espécie de flerte com a morte como expectador de tragédias reais e virtuais? E, nestes tempos em que as distancias são diluídas e as imagens reproduzidas incansavelmente no instante presente - o que nos torna assíduos aficionados de um teatro de horrores montado a altos custos ao tempo que geram muito mais altos lucros? Estas respostas no plano simbolico estão entrelaçadas de algum modo `a fuga de nossa finitude, `a condição humana em sua relação com a morte toscamente elaborada. Espetacularizar uma guerra, como a do Golfo, associando-a `as virtualizações de um viedeo-game é no mínimo sublimar os horrores de ocorrências in loco encarando uma tragédia como um espetáculo vislumbrado pela morbidez já anunciada pelo gosto romano no circo das arenas e seus gladiadores.
Desde As Cruzadas e Saladino, a contenda cristã-mulçumana tem produzido terríveis efeitos no currículo humanitário das civilzações e suas diferenças culturais. Mas a supremacia do progresso ocidental e sua orientação do lucro como pensamento ordenador de uma civilização que tenta pasteurizar o mundo pelo poder do lucro e o cajado da democracia, tem produzido terríveis distorções políticas, culturais e religiosas. Vale ressaltar que esta abordagem sobre tais assuntos não passam de uma simplificação, reducionismo que não quer elucidar as complexidades que o tema demanda. Apenas me posiciono como artista que sofreu os efeitos do 11 de setembro como um fator paradigmático que mudou em muitos sentidos o curso do que produzo.
Como artista, meu pensamento sobre o mundo sofreu um deslocamento importante. Produzo há dez anos ininterruptamente imagens, esculturas, textos, e toda espécie de mídia que me permita reflexões sobre este estado de intolerância que se abate sobre o mundo em nome das diferenças religiosas, territorialidade, politica e economia.
Com o fim das polaridades ideológicas Russia/EUA, nasceu o que chamo ironicamente de Concílio de Washington onde surge as orientações da cartilha da globalização, uma potente camisa de força embutida na idéia de progresso disseminado ao planeta como uma promessa remissiva dos problemas sócio - economicos do mundo. Assistimos a radicalização da idéia de progresso que em realidade sancionou a lucratividade especulativa de poucos. Ao resto do mundo sobrou as repressões crescentes dos ideários do politicamente correto cobrando um alinhamento ecológico e comportamental cujas orientações nenhum país rico sanciona sua inclusão nas próprias recomendações.
Do ponto de vista da cultura, a máxima de Fukuyama traduz de certa maneira a arrogância inscrita na idéia da globalização. A morte da história, a morte da cultura, a morte da arte, são axiomas de achatamento em nome de um suposto caráter homogênio da civilização ocidental e seu desejo tentacular de amarrar o mundo. Esqueceram que os bárbaros que produziram o espetáculo mórbido que conferiu poder hegemônico e muito dinheiro `a CNN, são egressos dos mesmos povos que inventaram a escrita, a matemática, dominaram os metais, inventaram a biga, as mil e uma noites.
A imagem postada acima, é uma escultura de minha lavra, entitulada Twins. Pretende aludir iconográficamente a Venus de Millus reconhecida por sua ausência de braços perdida na história. É imagem que pretende aludir o 11 de setembro, que busca reinscrever a história, reintroduzindo o pedestal, o tempo e o simbólico da perda, assinalar que a cultura ainda é agenciada por pensadores reativos, sublinhar que a presença quase insuportável de conceitos como Diferença, Outro, Multicuturalismo e de gênero, etc., é um sintoma que se dramatiza em presença massiva há exatos dez anos para cá. Outra apropriação de tonus mais forte que preferi não postar por estar incluido na minha próxima mostra em 2012, se trata da imagem do Duplo Elvis, apropriada por Andy Warhol de um still de um filme que Elvis Presley protagoniza como ator: um cowboy que aponta sei colt 45 para o expectador. Aqui entro suprimindo seus braços e inclinando seu tronco `a maneira da Venus aqui aludida. Um cowboy sem braços, de coldre vazio, impotente e exposto em pedestais clássicos, ironia sobre a arrogância, e solidariedade sobre a perda de um povo que pode estar aprendendo que a força pode ser revertida contra si mesmo, um princípio do karatê japonês, que já acenou a este mesmo povo que a potência do progresso pode ser uma arma letal contra si mesmo, e a atual situação economica deste povo significa um tiro no próprio pé que pisou tantos, omitiu-se a outros, como os africanos e sua fome, suas guerras, que por nada possuírem nenhum interesse resvala.
Winston Churchill defendeu sua crença nos americanos por ocasião do Crack dos anos trinta. Dissera, que os americanos sempre encontram a solução para os problemas, mas antes, esgotam todas as possibilidades de erros.
O 11 de setembro é ferida aberta pelos erros americanos. Saddam Hussein foi enforcado, e o povo iraquiano se dizima aos poucos. Os americanos estão ainda esgotando os erros. Ansiamos que se encontrem logo com o acerto, porque o que sofrem hoje são leis de causa e efeito.
segunda-feira, 21 de março de 2011
A BAIANA SOLANGE FARKAS É CURADORA DO CONTINENTE LATINO AMERICANO NA BIENAL DO SHARJAH NOS EMIRADOS ÁRABES
Após sua saída do Museu de Arte Moderna da Bahia, Solange Farkas é Curadora dos continentes latino-americanos para a Bienal de Sarjah nos Emirados Árabes. Além disso, o Festival SESC - Vídeo Brasil editado pela curadora encerra hoje as inscrições para os artistas visuais interessados em participar evento. Aos poucos vai ocupando os espaços e funções que a Bienal de São Paulo parece perder por exaustão. Esta edição do Vídeo Brasil, se amplia para territórios da arte expandindo seu legado tradicional que se cumpria pelo vídeo arte. Os artistas baianos cujas qualidades os inserem no circuito nacional estão excitados com a possibilidade de participar do evento, diferente de outros anacrônicos e ressentidos que continuam entoar suas lamúrias contra a forma que o mundo é e culpam Solange Farkas pelas desgraças de suas invisibilidades ou, melhor dizendo, suas visibilades risíveis.
PROGRAM FOR SHARJAH BIENALE by Solange Farkas
Prelude for meditation
Edgar Endress, 1’, 2006, Chile
A torre de controle como símbolo de poder. O guarda executa seu ritual. Esse
trabalho está estruturado (fundamenta-se) em cima de uma composição de John
Cage, que reflete sobre a qualidade transcendente da música. Esse video toma esses
elementos para transformar o gesto mundano da vida cotidiana em um gesto de
subversão poética do ritual de poder; forçando um segundo olhar sobre música do
gesto/ritual e aquele da vigilância.
Limpieza social (Social cleansing)
Regina José Galindo, 2’02’’, 2006, Guatemala
A artista toma um banho com uma mangueira de pressão, método utilizado para
apaziguar manifestantes ou limpar presidiários recém admitidos.
Travel-ling
Enrique Ramirez, 9’, 2009, Chile
Um lugar, uma linha no horizonte que capta nosso sinal, a luz que nos autoriza a
partir, o homem que conta seus sonhos… uma viagem através da história de um lugar
marcado pela imigração, por aqueles que deixaram seus países, suas famílias, suas
histórias, para sair em busca de um lugar melhor para viver.
Uyuni
Andrés Denegri 8’8”, 2005, Argentina
A realidade violenta da América Latina do ponto de vista de um casal de estrangeiros
radicados na cidade boliviana de Uyuni. Ela quer partir. Ele se sente seguro.
Round and round and consumed by fire
Claudia Joskowicz, 8’, 2009, Bolivia
Nesse trabalho a artista faz referência ao filme de 1969, Butch Cassidy e o Sundance
Kid e reencena, numa panorâmica circular ,o cerco policial contra criminosos norte-
americanos,
Cows
Gabriela Golder, 4’, 2002, Argentina
Rosario, Argentina, 25 de março de 2002. Cerca de 400 pessoas abatem vacas que,
minutos antes, haviam se espalhado pelo asfalto quando o caminhão em que eram
transportadas tombou.
Edgar Endress, 1’, 2006, Chile
A torre de controle como símbolo de poder. O guarda executa seu ritual. Esse
trabalho está estruturado (fundamenta-se) em cima de uma composição de John
Cage, que reflete sobre a qualidade transcendente da música. Esse video toma esses
elementos para transformar o gesto mundano da vida cotidiana em um gesto de
subversão poética do ritual de poder; forçando um segundo olhar sobre música do
gesto/ritual e aquele da vigilância.
Limpieza social (Social cleansing)
Regina José Galindo, 2’02’’, 2006, Guatemala
A artista toma um banho com uma mangueira de pressão, método utilizado para
apaziguar manifestantes ou limpar presidiários recém admitidos.
Travel-ling
Enrique Ramirez, 9’, 2009, Chile
Um lugar, uma linha no horizonte que capta nosso sinal, a luz que nos autoriza a
partir, o homem que conta seus sonhos… uma viagem através da história de um lugar
marcado pela imigração, por aqueles que deixaram seus países, suas famílias, suas
histórias, para sair em busca de um lugar melhor para viver.
Uyuni
Andrés Denegri 8’8”, 2005, Argentina
A realidade violenta da América Latina do ponto de vista de um casal de estrangeiros
radicados na cidade boliviana de Uyuni. Ela quer partir. Ele se sente seguro.
Round and round and consumed by fire
Claudia Joskowicz, 8’, 2009, Bolivia
Nesse trabalho a artista faz referência ao filme de 1969, Butch Cassidy e o Sundance
Kid e reencena, numa panorâmica circular ,o cerco policial contra criminosos norte-
americanos,
Cows
Gabriela Golder, 4’, 2002, Argentina
Rosario, Argentina, 25 de março de 2002. Cerca de 400 pessoas abatem vacas que,
minutos antes, haviam se espalhado pelo asfalto quando o caminhão em que eram
transportadas tombou.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Arte brasileira em Sharjah Curadoria de Solange Farkas
Arte brasileira em Sharjah
Assunto:
Resenha:
A Bienal de Sharjah, organizada pela Fundação de Arte de Sharjah, nos Emirados Árabes, vai apresentar trabalhos de 119 artistas, de 36 países, entre eles do Brasil, Argentina, Chile e Bolívia.
Marina Sarruf
São Paulo – A 10ª edição da Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes, vai apresentar obras de 119 artistas, de 36 países, entre eles do Brasil, Argentina, Chile e Bolívia. O tema dessa edição é Plot for a Biennial, que na tradução livre quer dizer Roteiro para Bienal. A mostra de arte contemporânea será realizada de 16 de março a 16 de maio e é organizada pela Fundação de Arte de Sharjah.
A curadoria da mostra escolheu 65 obras de última geração em artes visuais, filmes, músicas, performances e vídeos. O tema da Bienal, programado para ser uma narrativa de roteiro de filme, traz como palavras-chaves: traição, necessidade, insurreição, afiliação, corrupção, devoção, divulgação e tradução.
A curadora brasileira Solange Oliveira Farkas é quem vai apresentar um programa de vídeos realizados por artistas da América Latina na mostra dos Emirados. “O programa é uma resposta à intrigante proposta da equipe de curadores da Bienal, que quer tratar de resistências, fronteiras e utopias. As obras que o compõem lançam mão de estratégias originais para falar da realidade sul-americana”, afirmou Solange à ANBA por email.
De acordo com ela, os vídeos da mostra foram apresentados originalmente no Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil, evento que foi criado há mais de 25 anos no Brasil. O objetivo desse festival é mostrar a arte produzida atualmente no sul geopolítico do mundo, que abrange países da América Latina, África, Europa do Leste, Oriente Médio, sudeste Asiático e Austrália.
Segundo Solange, o festival, que vai ser realizado em setembro e está em sua 17ª edição, parte da ideia de que essas regiões têm muito em comum, assim como a produção artística emergente presente nesses países. Solange, que é presidente da Associação Cultural Videobrasil, foi convidada para participar da Bienal de Sharjah.
O programa da mostra nos Emirados reúne obras de artistas como Jonathas de Andrade, Roberto Bellini, André Denegri, entre outros artistas sul-americanos. O filme do brasileiro Jonathas de Andrade, por exemplo, chamado “4 mil disparos”, fez parte de um trabalho realizado em seis países na América do Sul. Segundo o artista em seu site, a obra “Documento Latinamerica-Condução à Deriva” é uma viagem de reconhecimento de território, partindo de um sentimento de amnésia histórica, que faz da “latinamerica” um lugar tão "uno" quanto descontínuo, um lugar ao qual se "pertence sem pertencer".
De acordo com Solange, a Associação Cultural Videobrasil está atenta há muitas edições de arte produzidas no mundo árabe. Em 2003, o 14º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil teve a participação especial de obras de artistas do Líbano, como Akram Zaatari e Walid Raad.
Curadora internacional
Solange é uma curadora internacional com 25 anos de carreira. Criou o Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC-Videobrasil, referência para produção artística do sul geopolítico do mundo. A curadora esteve à frente de exposições no Brasil, Argentina e Espanha.
Entre 2007 e 2010, foi diretora e curadora-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia. Este ano, Solange também está entre os seis curadores convidados da 16ª Bienal de Cerveira, em julho, em Portugal. A curadora prepara ainda participações no festival Videoakt, na Espanha, em maio, e no projeto “An Ideal Library”, da curadora africana Koyo Kouoh.
Mais informações
Bienal de Sharjah
Site: www.sharjahart.org
Assunto:
Resenha:
A Bienal de Sharjah, organizada pela Fundação de Arte de Sharjah, nos Emirados Árabes, vai apresentar trabalhos de 119 artistas, de 36 países, entre eles do Brasil, Argentina, Chile e Bolívia.
Marina Sarruf
São Paulo – A 10ª edição da Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes, vai apresentar obras de 119 artistas, de 36 países, entre eles do Brasil, Argentina, Chile e Bolívia. O tema dessa edição é Plot for a Biennial, que na tradução livre quer dizer Roteiro para Bienal. A mostra de arte contemporânea será realizada de 16 de março a 16 de maio e é organizada pela Fundação de Arte de Sharjah.
A curadoria da mostra escolheu 65 obras de última geração em artes visuais, filmes, músicas, performances e vídeos. O tema da Bienal, programado para ser uma narrativa de roteiro de filme, traz como palavras-chaves: traição, necessidade, insurreição, afiliação, corrupção, devoção, divulgação e tradução.
A curadora brasileira Solange Oliveira Farkas é quem vai apresentar um programa de vídeos realizados por artistas da América Latina na mostra dos Emirados. “O programa é uma resposta à intrigante proposta da equipe de curadores da Bienal, que quer tratar de resistências, fronteiras e utopias. As obras que o compõem lançam mão de estratégias originais para falar da realidade sul-americana”, afirmou Solange à ANBA por email.
De acordo com ela, os vídeos da mostra foram apresentados originalmente no Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil, evento que foi criado há mais de 25 anos no Brasil. O objetivo desse festival é mostrar a arte produzida atualmente no sul geopolítico do mundo, que abrange países da América Latina, África, Europa do Leste, Oriente Médio, sudeste Asiático e Austrália.
Segundo Solange, o festival, que vai ser realizado em setembro e está em sua 17ª edição, parte da ideia de que essas regiões têm muito em comum, assim como a produção artística emergente presente nesses países. Solange, que é presidente da Associação Cultural Videobrasil, foi convidada para participar da Bienal de Sharjah.
O programa da mostra nos Emirados reúne obras de artistas como Jonathas de Andrade, Roberto Bellini, André Denegri, entre outros artistas sul-americanos. O filme do brasileiro Jonathas de Andrade, por exemplo, chamado “4 mil disparos”, fez parte de um trabalho realizado em seis países na América do Sul. Segundo o artista em seu site, a obra “Documento Latinamerica-Condução à Deriva” é uma viagem de reconhecimento de território, partindo de um sentimento de amnésia histórica, que faz da “latinamerica” um lugar tão "uno" quanto descontínuo, um lugar ao qual se "pertence sem pertencer".
De acordo com Solange, a Associação Cultural Videobrasil está atenta há muitas edições de arte produzidas no mundo árabe. Em 2003, o 14º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc-Videobrasil teve a participação especial de obras de artistas do Líbano, como Akram Zaatari e Walid Raad.
Curadora internacional
Solange é uma curadora internacional com 25 anos de carreira. Criou o Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC-Videobrasil, referência para produção artística do sul geopolítico do mundo. A curadora esteve à frente de exposições no Brasil, Argentina e Espanha.
Entre 2007 e 2010, foi diretora e curadora-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia. Este ano, Solange também está entre os seis curadores convidados da 16ª Bienal de Cerveira, em julho, em Portugal. A curadora prepara ainda participações no festival Videoakt, na Espanha, em maio, e no projeto “An Ideal Library”, da curadora africana Koyo Kouoh.
Mais informações
Bienal de Sharjah
Site: www.sharjahart.org
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